• Me…

  • Tags

  • RSS Meus Twittes

    • Ocorreu um erro. É provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.
  • Meus Posts

  • últimos comentários

    Cris Maranhão em Inserindo Bibliografia no…
    Waldísio Araújo em juntando vários arquivos html…
    wiglot em Lyx: Latex para as massas
    Gil em Lyx: Latex para as massas
    wiglot em Inserindo Bibliografia no…
  • Anúncios

Descontrole que gera descontrole

É preciso correr muito para ficar no mesmo lugar. Se você quer chegar a outro lugar, corra duas vezes mais.

Correndo correndo correndo e não saindo do lugar. Isso tem definido minhas últimas semanas. Os motivos ainda estão muito crus e não os compreendo em suas totalidades. Mas a falta de controle sobre o que eu faço tem gerado mais descontrole.

Não diria que faço as coisas sem pensar. Diria até que penso demais antes de agir. Muitas vezes invejei quem não sabia que era impossível foi lá e fez. Acho que a procura pela solução ideal me faz descartar todas as boas alternativas. Eu trabalho fazendo projetos dentro de projetos existentes. Uma nova funcionalidade normalmente implica em mudanças no restante do projeto. Que formas essa funcionalidade pode ser inserida causando o mínimo de impacto? Cada ação minha é guiada por este pensamento. Com o tempo e o maior conhecimento dos sistemas isso se torna trivial. O problema começa quando existem várias coisas para serem feitas e os pensamentos começam a se confundir.

Minha cabeça tem andando confusa ultimamente por conta da quantidade de coisas a serem finalizadas. Elas estão “prontas” porém não finalizadas e cada dia que passa novas funcionalidades são solicitadas. Não estou sendo muito feliz em organizar isso e estou apenas fazendo o que dá. Isso é uma bosta por que não me permite nem pensar nas minhas atividades pessoais. Me sinto como se não tivesse tempo para minhas coisas. Queria mais tempo para pensar nas palestras, para iniciar novos projetos pessoais, para conhecer novos lugares. Mas, apesar de estar conseguindo controlar melhor a questão do meu tempo de trabalho, o que já foi um problema no passado, hoje eu faço meu horário certinho, porém não sinto que ele é produtivo na maioria dos dias.

Estou fazendo um esforço para mudar isso. Estou aprendendo a delegar tarefas e cobrar os resultados. Estou tentando organizar coisas que estão debaixo do tapete para que elas parem de me assombrar. Enfim, estou tentando dar um jeito nas coisas de um jeito meio bruto, sem muita técnica.

Anúncios

Aqueles comentários em forma de poema que encontramos na internet

Estava vendo um texto de sobre o desempenho de uma empresa quando me deparo com o seguinte comentário:


 

Perguntas de um Operário Letrado

Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilónia, tantas vezes destruída,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
Da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
Foram os seus pedreiros? A grande Roma
Está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
Triunfaram os Césares? A tão cantada Bizâncio
Só tinha palácios
Para os seus habitantes? Até a legendária Atlântida
Na noite em que o mar a engoliu
Viu afogados gritar por seus escravos.

O jovem Alexandre conquistou as Índias
Sozinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos
Quem mais a ganhou?

Em cada página uma vitória.
Quem cozinhava os festins?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?

Tantas histórias
Quantas perguntas
Bertolt Brecht

Rio de Janeiro com sua falta de ônibus e as consequências

Gosto muito das facilidades de andar de carro/moto mas venho tentado mudar isso usando mais o transporte público. Acho louvável quem faz isso.

Mas as coisas estão complicadas aqui pela cidade maravilhosa. A prefeitura tem cortado linhas de ônibus e reduzido linhas “normais” para colocar linhas “especiais” (mais caro e com mais conforto). Fora as ações de cortar linhas de algumas localidades para outras (zona norte para zona sul, por exemplo).

A redução das linhas, somado ao número grande obras, faz como que aconteçam situações como as de hoje onde levamos mais de 1 hora esperando por um ônibus que fosse para uma localidade até que decidimos ir para outro ponto. Após mais 20 minutos, um ônibus passa e podemos pegar. Estávamos muito cansados e com os pés doendo muito.

Após alguns minutos chegamos num ponto que tinha umas 6 pessoas e uma delas estava muito brava pela demora (creio que eles estivessem a mais de uma hora e meia no ponto esperando por um ônibus). Ela subiu no ônibus batendo palmas para o motorista e reclamando do fato de estar a uma hora no ponto. Não acho que o motorista seja o responsável pelo sucateamento do sistema de transporte público e nem acho que ele tenha conseguido atrasar esse tanto.  Acho a crítica dela ultra válida, mas talvez ela tenha escolhido a forma e o alvo sem pensar muito em como aquilo mudaria a situação da tal linha.

Mas o pior estava por vir, um cara estava atrás dele disse que aquele showzinho do cara não ia adiantar por que o motorista não era o responsável por todo aquele atraso. Nisso o cara da frente começou a discutir com o passageiro de trás e começou a empurrá-lo. A discussão continuou e uma passageira se levantou e pediu para pararem. Os empurrões vivaram socos e pontapés. A moça ameaçou chamar uma viatura. Por fim o cara do showzinho entrou entrou no ônibus e o mesmo partiu deixando o outro rapaz para trás.

Não soube como agir. Tive vários pensamentos e alguns deles talvez me fariam ganhar o status de réu primário, mas não soube como agir.

 

Canções de redenção

Até quando vamos ficar parados enquanto matam nossos profetas?

Eu não me sinto bem ao ver injustiças, ainda mais quando essas são contra pessoas que pensam diferente ou não se encaixam no nosso atual modelo de sociedade.

Já perdi noites tranquilas pensando em pessoas que apenas lutam por seus direitos de expressar suas ideias e são silenciadas.

Me pergunto qual meu papel nisso tudo, como eu posso mudar alguma coisa ou como eu posso “salvar” o mundo.

Sei que esse “salvar” significa livra-lo do que eu acho errado, mas sei que esse errado é apenas minha visão sobre as coisas. Um dia eu aprenderei lidar com isso.

Mas o que me faz colocar essas palavras aqui é outro motivo que apesar de parecer egoísta, eu acho que mais importante que salvar o mundo. A pergunta que não quer calar: Como eu vou salvar o mundo se eu não me salvo primeiro, se eu não consigo nem a lidar com os meus conflitos internos?

Acho que eu deveria adotar a filosofia deboista para algumas situações. Como me disseram uma vez “seja a mudança que você quer no mundo, não se preocupe com as outras pessoas, tu não pode mudar elas”. Da mesma forma que eu não posso me preocupar se as pessoas estão criando expectativas quanto a mim, mas isto é algo que eu ainda não tenho certeza se eu tenho ou não que me preocupar. Claro que eu não vejo isso não é pretexto pra sair fazendo merda na vida das pessoas.

Parece que quanto mais eu me aproximo das pessoas mais eu me coloco na defensiva e mais afasto elas. Eu não sei direito o motivo, talvez por que eu tente sempre criar uma imagem de pessoa perfeita e séria, o que eu sei que não sou. Nesse mesmo momento tem pessoas querendo muito falar comigo mas eu não estou com vontade de conversar com ninguém. Isso é errado? até onde eu “posso” fazer isso sem que isso seja algo prejudicial pra mim?


Esse é um texto antigo, começado em 30 de setembro de 2014, e publicado em 4 de março de 2016.