Medo

Ontem eu tive medo. Medo do futuro, medo por o que pode acontecer a pessoas que tem pensamentos diferentes, medo do mundo não mudar.

Ontem houveram prisões de pessoas que poderiam (talvez, quem sabe) cometer crimes. Não existiam crimes passíveis de prisões, apenas suposições de que ativistas poderiam promover algum tipo de crime, se não hoje, amanhã, nas palavras de um delegado.

A ação dessas prisões foi condenada por diversos órgãos nacionais e internacionais e não entrarei nos detalhes dele.

Ontem eu perdi um pouco da fé de que os seres humanos poderiam viver sob menos opressão, que poderiam aprender a viver como um grupo que sabe respeitar as diferenças de pesamento e de agir. Foi momentâneo essa perda de fé, mas isso me incomodou. Senti falta de um calor humano ao meu lado onde eu pudesse expressar minha fraqueza. Queria chorar, queria colo, queria um abraço aconchegante.

Sinto falta de ser conseguir ser fraco.

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